Tribunal de Justiça nega pedido do governo do RS para não aumentar pagamento de precatórios
Tribunal de Justiça nega pedido do governo do RS para não aumentar pagamento de precatórios
Procuradoria-Geral do Estado deve recorrer da decis�o. Atualmente, governo paga cerca de R$ 50 milh�es por m�s nos precat�rios. Proposta do CNJ estabelece o pagamento de R$ 203 milh�es.
O Tribunal de Justi�a do Rio Grande do Sul negou a proposta de quita��o de d�vidas dos precat�rios, apresentada pelo governo do estado em reuni�o no in�cio do m�s. A d�vida com os precat�rios, que s�o ordens de pagamento emitidas pelo Poder Judici�rio para quitar d�bitos do governo, chega a R$ 14,68 bilh�es. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) anunciou que recorrer� da decis�o.
�A Procuradoria est� analisando a melhor medida a ser adotada diante da decis�o do Tribunal, que � administrativa. Estamos estudando o recurso cab�vel, visto que h� decis�es, em outras inst�ncias, que d�o respaldo ao nosso entendimento de que o plano deve ser acolhido�, explica o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa.
Pedido
Em janeiro, o governador do RS, Eduardo Leite (PSDB), pediu ao presidente do TJ-RS, Carlos Eduardo Zietlow Duro, que a proposta do Conselho Nacional de Justi�a (CNJ), que estabelece o repasse mensal de R$ 203 millh�es, fosse reconsiderada. Em um ano, o governo gastaria R$ 2,5 bilh�es.
Atualmente, o repasse mensal do governo para a d�vida dos precat�rios consiste em 1,5% da Receita Corrente L�quida � que gira em torno dos R$ 50 milh�es, conforme o Piratini. Em 2019, o governo prev� que o total pago chegue a R$ 576 milh�es, caso siga nessa faixa de pagamento.
Segundo dados do TJ, o passivo de precat�rios atualmente � de R$ 14,68 bilh�es, considerando Administra��o Direta e Indireta.
Parecer
No parecer, o desembargador Carlos Eduardo Zietlow Duro, presidente do Tribunal de Justi�a do Rio Grande do Sul, diz que foi "incontroverso os mecanismos adotados pelo estado para admitir os planos de pagamento apresentados n�o surtiram efeito significativo na redu��o do estoque de precat�rios, tanto com rela��o ao instituto da compensa��o".
Ele afirma que "apesar de ter sido institu�do no ano de 2017, at� o momento, ap�s expedidas mais de 3 mil certid�es, apenas seis precat�rios foram baixados".
Sobre aos dep�sitos judiciais o desembargador informou que "o resgate destes recursos encontra-se suspenso para a recomposi��o dos fundos garantidores, inviabilizando sua utiliza��o para liquida��o do passivo existente, bem como acerca da concretiza��o dos noticiados financiamentos com a disponibiliza��o dos valores respectivos".